Marca: Lenny Niemeyer
Direção criativa: Lenny Niemeyer
Direção do desfile: Zee Nunes e Bill Macintyre
Styling: Daniel Ueda
Beleza: Daniel Hernandez
Trilha: Dudu Garcia
Inspirações: Os efeitos de luz sobre texturas
Materiais: Lycra dublada e tecidos naturais e orgânicos, como a ráfia
Cores: Branco, preto, caramelo e estampas que brincam com faixas e linhas de luz
Highlights: Com o uso de lycra dublada para criar modelagens geométricas e estruturadas, Lenny empurra a moda praia para a frente. Suas experimentações nesta estação são minimalistas, com poucas e boas cores e estampas. Não são peças para qualquer um, tampouco para a praia básica de todo dia, mas é o que pede a passarela, algo novo e instigante. Mas certamente as lojas receberão o melhor de seu universo estético através de peças bem mais acessíveis. Esse é o verdadeiro equilíbrio entre moda de passarela e comercial. (CY)
"Pense em anos 1990. Pense em Malu Mader, luzes e modernidade de novela à la Hans Donner, como a gente pensava o futuro. É de onde surge o batalhão de Lenny Niemeyer (que recentemente adotou o sobrenome na marca, depois de 20 anos), liderado por uma Shirley Mallmann de músculos robóticos e cara fechada, de maiô rígido e mangas volumosas, sob um bate estaca seco. Tudo como manda o figurino noventista. Lenny resolveu se pintar de minimalista. E trouxe toda a sua moda praia baseada em láicra dublada, em branco-preto-caramelo, usando o material para manter os volumes onde quer e, ao mesmo tempo, dando movimento onde precisa. Daí surgem algumas soluções interessantes, principalmente nos sutiãs dos biquínis, combinados com parte de baixo micro: como o decote em trapézio alto, como que segurado por alças que não existem, ou a sua versão praiana do cropped top, via tomara que caia com modelagem solta abaixo dos seios. Para não cansar, a segunda parte do desfile trouxe boas estampas "luminosas", com faixos de luz que ajudam a definir ou alongar a silhueta. Mas é interessante também o trabalho com fios de ráfia, que moldam a láicra para texturas e nervurados poderosos. Não são para qualquer praia, mas até aí... os anos 1990 também não foram pra qualquer bico." Chic ig
"Lenny Niemeyer começou sua primavera-verão 2013/14 de onde parou no ano passado: a explosão de cores acabou e virou luz. Ela aparece em feixes, estampada, recortada, interferindo nas texturas… E deixa rastros, com a ajuda da lycra prene, que lembra um neoprene bem leve, usada em quase toda a coleção dublada em diversas gramaturas. É com esta malharia que se desenvolvem os biquínis geométricos que chegam a se descolar do corpo, deixando pontas com movimento nos sutiãs e saias. É da mesma sequência que saem maiôs-camiseta ótimos pra ir pro barco, pro calçadão ou pra festa no fim do dia, com decotão-surpresa nas costas, um engana-mamãe chiquérrimo. O tomara-que-caia também muda, tem jeito de frente-única sem alças, formando mais uma geometria que, Lenny faz questão de avisar, “não necessariamente deixa a mulher dura”.
As estampas em P&B são fotos do tecido com ráfia que aparece logo depois, num brilho estruturado que abre caminho pra biquínis futuristas, envolvendo o corpo feminino em curvas. Outras curvas, essas da mulher, se destacam nas faixas de barriga de fora, costas nuas e ombros realçados nas modelagens de gola alta. Nada básico, nada simples. Tudo muito conciso e chic, a marca-registrada da marca." Aurea Calcavecchia, Lilian Pacce
A maquiagem e o cabelo davam destaque aos olhos, com cílios postiços, lápis branco para criar uma ilusão de olhos maiores, olhos iluminados, boca com batom claro, contornos bem definidos e cabelo preso em um rabo de cavalo.
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